Inauguração da avenida Nove de Julho: Ibis Cruz foi o nosso JK
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Sextou com S de Saudade

Inauguração da avenida Nove de Julho: Ibis Cruz foi o nosso JK

Ex-prefeito foi responsável pelas principais obras viárias, de saneamento e infraestrutura de Jundiaí

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Avenida Nove de Julho
Segunda fase da obra da avenida foi entregue em dezembro de 1976, com grande festa (Foto: Acervo Maurício Ferreira)

Guardadas as devidas proporções, há muitas coincidências entre os governos do então presidente Juscelino Kubitscheck (JK) e o ex-prefeito de Jundiaí, Ibis Cruz. Ambos foram considerados arrojados durante a campanha eleitoral, pois prometiam trazer o desenvolvimento com ações inovadoras e muita vontade.

Quem não se lembra da campanha “50 anos em 5”, de JK? Vieram investimentos em rodovias, na indústria – automobilística, siderúrgica e naval – a captação de recursos estrangeiros e a construção de Brasília (DF).

JK na inauguração da fábrica da General Motors em São José dos Campos (Foto: Fundo Agência Nacional)

Depois de quatro anos à frente do governo federal, até hoje ele é considerado o “pai do Brasil moderno” – em que pese as críticas da oposição de que Juscelino deixou o país endividado e com uma inflação altíssima.

Como não havia reeleição naquela época, JK não pôde continuar o que havia planejado para o Brasil. Assim também como Ibis Pereira Mauro da Cruz, que governou Jundiaí de 1973 a 1977.

Inauguração teve toda a pompa para uma obra que marcou época em Jundiaí (Foto: Acervo Maurício Ferreira)

Foi na administração Ibis Cruz que o município ganhou as avenida Antônio Frederico Ozanam, Imigrantes, 14 de Dezembro e Nove de Julho. Esta última, inclusive, foi considerada na época uma aberração.

Desfile de carros e veículos oficiais marcou a entrega da segunda fase da avenida (Foto: Acervo Maurício Ferreira)

A frase que mais se ouvia em Jundiaí era que a nova avenida ligaria “nada a lugar nenhum”. Os anos passaram e hoje ela é considerada o cartão postal da cidade.

Em 3 de dezembro de 1976 aconteceu a inauguração do segundo trecho da Nove de Julho, um marco na história de Jundiaí.

Entrega do novo acesso era uma promessa do ex-prefeito, que foi cumprida (Foto: Acervo Maurício Ferreira)

A avenida, antes conhecida como Córrego do Mato, não tinha saneamento básico – assim como praticamente toda a cidade. O nome Nove de Julho, segundo o próprio Ibis, foi uma homenagem a São Paulo e à Revolução Constitucionalista de 1932.

Uma particularidade: quando Ibis fez a avenida dos Imigrantes, o objetivo era homenagear todas as nacionalidades que para cá vieram e ajudaram Jundiaí a ser grande. Na gestão do prefeito André Benassi, o nome da avenida foi alterado para “Imigrantes Italianos”.

E aí, gostou da história desta semana?

Espero que tenha gostado e agradeço por nos acompanhar nessa viagem no tempo. Peço que ajude a preservar nossa história: envie fotos antigas e participe do grupo no Facebook.

Até a próxima!

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Clube 28 de Setembro carrega histórias de resistência e luta contra a discriminação racial em Jundiaí

Até hoje, o Clube 28 é referência de entretenimento, recreação e um marco na história negra de Jundiaí e do Brasil.

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Foto de antiga entrada do Clube 28 de Setembro, em Jundiaí
O nome do clube foi dado em homenagem à Lei do Ventre Livre, instituída em 28 de setembro de 1871 (Fotos: Acervo Maurício Ferreira)

Quem passa pela área central de Jundiaí já deve ter reparado naquele toldo preto, com o número 28 em vermelho e a sigla CBCRJ: Esse é o Clube 28 de Setembro. O centro cultural foi inaugurado no dia 1º de janeiro de 1895, a partir da iniciativa de um grupo de ferroviários negros, que se uniram para fundar uma agremiação…

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Mário Milani, o craque jundiaiense que ia aos treinos pilotando um avião

Apesar do destaque em grandes clubes brasileiros, a carreira dele não é muito conhecida. Por isso, prestamos essa homenagem

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Mário Milani
Jundiaiense era considerado um grande profissional do futebol, além de contabilista e também aviador (Fotos: Acervo Maurício Ferreira)

O termo "voar em campo", muito usado nas resenhas do futebol, nunca serviu tão bem para contar a história desse jundiaiense que brilhou em muitos gramados com a camisa de alguns dos principais clubes brasileiros. Estamos falando de Mário Milani, jogador de futebol e contabilista que aprendeu a pilotar avião para não perder tempo nas viagens de trem entre Jundiaí…

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Pipoqueiros marcaram época em Jundiaí: você conhece algum deles?

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Pipoqueiro Caxambu
Pipoqueiro na estrada de terra, no bairro Caxambu, na década de 1960: parte da história de Jundiaí (Foto: Acervo Maurício Ferreira)

Algumas profissões ou determinados tipos de trabalho estão cada vez mais difíceis de serem vistos por aí, não é? Nos anos 1980, quem nunca aproveitou para amolar a faca ou afiar a tesoura quando ouvia aquele tilintar da bicicleta passando pela rua? Com a chegada da tecnologia, muitas dessas funções passaram a ser feitas pelas pessoas em casa, mesmo, graças…

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Na Jundiaí de 1930, bombas de gasolina ficavam nas esquinas

Geralmente as bombas pertenciam a algum comércio próximo: você pagava e abastecia ali mesmo, na rua

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Posto
Tempo em que se podia abastecer os carros e caminhões sem a necessidade de um posto de combustíveis (Foto: Acervo Maurício Ferreira)

Você imagina o mundo, hoje, sem postos de combustíveis? A gente teve um exemplo claro disso quando houve a greve dos caminhoneiros, em 2018: ninguém conseguia abastecer e o país virou um caos, não é? Mas já houve uma época em que nem se pensava em ter estabelecimentos assim e a gasolina era vendida nas esquinas. Nessas duas imagens que…

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Meu amado avô Zeca: exemplo de cidadão a serviço da população

Era um homem com pouco estudo, muito trabalhador, detentor de espírito público e respeito pelo que pertencia ao povo

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zeca
Com meu avô e o primo Eduardo Massagardi (à direita) numa foto dos vários momentos juntos que passamos (Foto: Acervo Maurício Ferreira)

Nasci literalmente no interior da Prefeitura de Jundiaí, mais precisamente no Depósito Municipal que funcionou durante décadas na avenida Dr. Amadeu Ribeiro, no Anhangabaú, entre o Bolão e o Parque da Uva. Meu avô Zeca Ferreira e meu pai Ferreirinha (José Antônio) eram funcionários públicos e moravam nas casas da Prefeitura. Vim ao mundo, numa dessas moradias, pelas mãos de…

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