
O monitoramento ambiental em Jundiaí vem sendo fortalecido por meio de pesquisas científicas que avaliam a qualidade da água e do solo em áreas verdes do município.
As ações envolvem a Fundação Serra do Japi, a DAE Jundiaí e pesquisadores da UniAnchieta, com estudos realizados na Serra do Japi, na Cachoeira da Morangaba e em parques e espaços públicos da cidade.
Monitoramento ambiental contínuo
De acordo com o superintendente da Fundação Serra do Japi, Flávio Gramolelli Junior, os estudos são fundamentais para o acompanhamento permanente das condições ambientais.
“Esses estudos permitem acompanhar a qualidade dos recursos naturais, identificar possíveis impactos causados pela ação humana e embasar políticas públicas de preservação. É um trabalho essencial para garantir a conservação das áreas verdes e a segurança da população”, destaca.
Monitoramento da qualidade da água
Na Serra do Japi, a qualidade da água é monitorada por meio de coletas regulares realizadas pela DAE Jundiaí. O técnico em laboratório do setor de coleta e amostragem, Danilo Jonatas de Freitas da Silva, explica como funciona o processo.
“Tudo começa na coleta. Parte das análises é feita aqui mesmo, em campo, e outra parte é encaminhada ao laboratório da DAE para análises microbiológicas e físico-químicas”, afirma.
Segundo ele, o monitoramento ocorre há cerca de seis meses, com coletas frequentes em três pontos distintos do curso d’água, garantindo um acompanhamento detalhado das condições ambientais.
Outra frente de pesquisa é conduzida pela estudante de Engenharia Química da UniAnchieta, Erika Magalhães Zaniqueli, com foco na identificação de interferências antrópicas.
“O objetivo é verificar se a ação humana está interferindo na qualidade da água. Até o momento, os resultados das análises físico-químicas e microbiológicas estão dentro dos parâmetros do Conama Classe 1”, explica. Na prática, isso indica boa qualidade ambiental da água monitorada.
Avaliação do solo em espaços públicos
Além da água, o solo de diversos espaços públicos também está sendo analisado por pesquisadores da UniAnchieta. O estudante de Biomedicina Gabriel Victor Oliveira Costa participa da pesquisa “Parasitos em espaços públicos: avaliação do solo e do conhecimento coletivo”.
“O ambiente, os seres humanos e os parasitos estão interligados. Avaliar o solo é importante porque a presença de parasitos pode indicar contaminação ambiental e riscos à saúde das pessoas”, explica.
As coletas são realizadas em locais como o Mundo das Crianças, Vale Azul, Parque Arthur Hissing, Jardim Botânico, Parque da Cidade, Cachoeira da Morangaba e Serra do Japi.
O estudo também inclui a aplicação de questionários junto à população.
“Muitas pessoas não associam o solo como uma via de contaminação. Por isso, além da pesquisa, esse contato acaba sendo uma forma de educação em saúde”, destaca o estudante, que desenvolve o trabalho acompanhado da pesquisadora Beatriz Coelho Rossi, também do curso de Biomedicina da UniAnchieta.