
Caetano Veloso e Maria Bethânia conquistaram, neste domingo (1º), o Grammy de Melhor Álbum de Música Globalcom o disco “Caetano e Bethânia Ao Vivo”. Os artistas não estiveram presentes na cerimônia, e o prêmio foi recebido pela cantora e apresentadora Dee Dee Bridgewater, que representou os brasileiros no palco.
O álbum superou uma concorrência internacional que incluía “Sounds of Kumbha”, de Siddhant Bhatia; “No Sign of Weakness”, de Burna Boy; “Eclairer le monde – Light the World”, de Youssou N’Dour; “Mind Explosion – 50th Anniversary Tour Live”, de Shakti; e “Chapter III: We Return To Light”, de Anoushka Shankar com Alam Khan e Sarathy Korwar.
Primeira estatueta de Bethânia e mais um marco para Caetano
A vitória marca a primeira conquista de Maria Bethânia no Grammy, um feito histórico para a Música Popular Brasileira.
Já Caetano Veloso soma agora três estatuetas: além da premiação atual, venceu em 2000 pelo álbum “Livro”(na época, a categoria se chamava Melhor Álbum de World Music) e em 2001, como produtor de “João Voz e Violão”, de João Gilberto.
Bethânia faz história na MPB
Com o prêmio, Bethânia se torna a primeira intérprete de MPB a vencer o Grammy, frequentemente comparado ao “Oscar da música”.
Mesmo antes do troféu, a indicação do álbum “CAE ⟷ BTH – Caetano e Bethânia ao vivo” já colocava a cantora em um patamar diferenciado entre contemporâneas como Elis Regina e Gal Costa, que, apesar da relevância, nunca haviam sido indicadas à premiação.
A conquista ganha ainda mais simbolismo em 2026, ano em que Maria Bethânia completa 80 anos, no dia 18 de junho.
Reconhecimento que reforça trajetórias consagradas
Para Caetano Veloso, a honraria amplia uma trajetória já consagrada no Grammy, assim como a de outros nomes da MPB, a exemplo de Gilberto Gil e Milton Nascimento, que também já venceram na mesma categoria.