
A tradicional Festa da Uva de Jundiaí chegou a sua 38ª edição repleta de atrações e novidades. Iniciado na quinta passada, dia 12, o evento segue por mais três finais de semana, até o primeiro domingo de fevereiro, dia 5.
Tem degustação gratuita de vinhos, exposição e leilão de frutas premiadas, a aguardada Pisa da Uva, praça de alimentação repleta de quitutes locais, shows musicais e intervenções artísticas, além de um espaço dedicado inteiramente para a criançada.
De novidade, esta edição traz o Navio do Imigrante, uma reprodução dos transatlânticos responsáveis por trazer as famílias que fizeram de Jundiaí a Terra da Uva. Outra atração inédita é o Brinde ao Pôr do Sol com os espumantes produzidos na cidade, em especial com a uva niagara.
E entre tantas novidades, está a participação do Polo Cervejeiro de Jundiaí e Região. Pela primeira vez, a associação marca presença na festa. Com expositores em dois espaços distintos, os visitantes têm a oportunidade de conhecer as cervejas artesanais locais, um produto que tem se destacado cada vez mais em termos de qualidade.

Festa é da Uva, mas tem cerveja também
A Festa da Uva foi criada para celebrar o surgimento da niagara rosada no território da cidade, quando a mutação que lhe deu a cor característica foi identificada em 1933. Naquela época, o território jundiaiense abrangia as áreas onde estão os municípios de Louveira, Jarinu, Itatiba e Itupeva.
E para homenagear a Niagara Rosada de Jundiahy, a Fermentaria Local, de Jarinu, e a Cervejaria Prisma, de Campo Limpo Paulista, criaram em parceria um rótulo especial com ela. Trata-se de uma cerveja estilo sour – caracterizada por um sabor mais ácido – que leva essa variedade de uva em sua composição.
Tive o prazer de provar a cerveja e foi uma surpresa muito agradável. É uma bebida leve, fresca, que pede um próximo gole e tem tudo a ver com o nosso clima. E o mais interessante é o toque especial que o aroma tão característico da niagara traz para o conjunto.
Allan Maple, da Fermentaria, explica que todos os ingredientes para a elaboração dessa cerveja são oriundos de parceiros e produtores paulistas. Para a sua produção, foi utilizada uma cerveja base da própria Prisma, projeto do cervejeiro João Frateschi.

Já as uvas, Allan adquiriu de um pequeno produtor com quem já trabalhou e ele próprio fez a fermentação de forma espontânea (com as leveduras presentes na própria uva), ali mesmo na Fermentaria.
Feitas as devidas provas e testes, e medidas as proporções, a cerveja foi lançada na Festa e está tendo boa aceitação. Embora ainda os estilos mais conhecidos acabam sendo os mais pedidos.
Allan conta que entregar cervejas mais complexas e mais secas do que o mercado está habituado é um processo muito difícil, mas aos poucos a marca tem ganhado força e visibilidade. “A ideia é focar aqui na região e criar uma cultura local de cerveja, que assim a gente tenha um público que conheça, aprecie e vá atrás”.
A presença na Festa da Uva é uma excelente oportunidade para apresentar um produto novo ao público, como uma forma de educar e criar essa cultura cervejeira local. E isso é um trabalho que vem sendo feito pelo mestre cervejeiro Jorge Ometto, da Academia Jundiaiense de Cerveja e Malte.
Durante os dias de evento, Jorge promove palestras com degustação de cervejas artesanais do Polo Cervejeiro, harmonizando com petiscos também dos expositores presentes na Festa, como a famosa coxinha de queijo, pães, queijos artesanais, entre outros.
Às sextas, a palestra acontece às 20h; sábado e domingo tem duas sessões, às 17h e às 20h. As vagas são limitadas, 40 pessoas por horário, e as inscrições são por ordem de chegada, feitas por uma equipe devidamente identificada, presente no local.