Adolescente em quadra esportiva, vestindo uniforme de treino, em imagem em preto e branco com homenagem escrita a Rodrigo Castanheira.
Rodrigo Castanheira morre após dias internado (Foto: Reprodução/Instagram)

O jovem Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, morreu na manhã deste sábado (7) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras (DF), após passar 16 dias em estado gravíssimo por conta de ferimentos sofridos em uma briga ocorrida em Vicente Pires no fim de janeiro, confirmaram familiares e o advogado de defesa, Albert Halex.

Rodrigo havia sido internado na madrugada do dia 23 de janeiro, após sofrer um traumatismo craniano grave durante uma briga em frente a um condomínio na região. Ele ficou em coma induzido desde então e, apesar dos esforços médicos, não resistiu às complicações.

Briga teria começado por causa de provocação

Segundo informações divulgadas pelo portal de notícias g1, a confusão começou na noite do dia 22 de janeiro, quando o ex-piloto de automobilismo, Pedro Turra, de 19 anos, teria provocado um amigo de Rodrigo, o que evoluiu para uma discussão e, posteriormente, para agressões físicas.

Imagens registradas no local mostram o ex-piloto desferindo um soco que fez Rodrigo perder o equilíbrio e bater violentamente a cabeça contra um carro, conforme trechos de relatos e vídeos divulgados nas redes sociais e pela polícia.

Ainda de acordo com o portal, depois de ser atingido, Rodrigo caiu desacordado e continuou a receber agressões, o que resultou nas lesões fatais que o levaram ao hospital em estado crítico.

Investigação e prisão

O indivíduo foi preso preventivamente no dia 30 de janeiro em casa e encaminhado à Polícia Civil do Distrito Federal, mantendo a custódia após a repercussão do caso. A prisão cautelar foi decretada pelo juiz responsável em razão da gravidade do episódio.

Inicialmente, ele chegou a ser detido em flagrante e liberado após pagamento de fiança, mas voltou à prisão por decisão judicial depois que o quadro de Rodrigo se agravou, conforme informações da investigação. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Turra.

Com a confirmação da morte, o caso pode ser reclassificado de lesão corporal grave para lesão corporal seguida de morte, crime cuja pena prevista no Código Penal brasileiro varia de 4 a 12 anos de reclusão, conforme entendimento jurídico preliminar da Polícia Civil e do Ministério Público.

Repercussão e homenagens

A morte de Rodrigo comoveu familiares, amigos e a comunidade, com registros de vigílias e homenagens nas redes sociais enquanto ele estava internado e após sua confirmação. A escola em que ele estudava divulgou nota de pesar, lembrando o adolescente como um aluno querido e pedindo união em torno da família no momento difícil.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do DF, que apura possíveis responsabilidades, detalhes sobre a dinâmica da briga e eventual omissão de socorro por parte de testemunhas presentes no episódio.