Polícia Civil
Foto: Agência SP

Uma operação da Polícia Civil resultou na detenção de 12 pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em crimes patrimoniais durante um bloco de Carnaval realizado na Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. A ação ocorreu na tarde de sábado (31) e chamou a atenção pelo uso de policiais fantasiados, que se misturaram aos foliões para monitorar a movimentação suspeita.

A iniciativa fez parte da Operação Carnaval, que mobilizou agentes disfarçados no meio do público para coibir furtos e fraudes comuns em grandes aglomerações.

Segundo o boletim de ocorrência, os policiais infiltrados observaram ambulantes sem credenciamento trocando cartões bancários entre si enquanto realizavam vendas, comportamento típico de um esquema de fraude conhecido por substituir cartões das vítimas durante pagamentos.

Abordagem no meio da folia

Com a confirmação da suspeita, os policiais fantasiados realizaram a abordagem em meio ao bloco. Parte do grupo conseguiu fugir aproveitando a grande concentração de pessoas, mas 12 suspeitos foram detidos no local. Durante a ação, os agentes apreenderam dezenas de cartões bancários em nome de terceiros, maquininhas de cartão adaptadas para registrar senhas digitadas e diversos telefones celulares.

Um veículo utilizado pela quadrilha também foi localizado e apreendido. De acordo com a polícia, alguns dos cartões recolhidos já estavam ligados a registros anteriores de crimes patrimoniais, como furtos e fraudes.

Tentativa de suborno e investigações

Ainda durante a ocorrência, um dos detidos teria oferecido R$ 3 mil a um policial civil para evitar ser conduzido à delegacia. A tentativa de suborno foi presenciada por mais de um agente, resultando na autuação em flagrante por corrupção ativa.

Os demais suspeitos foram autuados por indícios de receptação, furto mediante fraude e associação criminosa. Todos foram informados de seus direitos constitucionais e optaram por permanecer em silêncio nos depoimentos iniciais.

O caso segue sob investigação do 91º Distrito Policial, que aguarda o comparecimento das vítimas para avançar na individualização das responsabilidades e dar continuidade às diligências.