Pessoa utilizando notebook para navegar na internet em ambiente doméstico, com página do Google aberta na tela.
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Se você digita senhas, faz compras online ou simplesmente navega online, precisa entender os sinais que indicam se uma página protege suas informações. A diferença entre um site seguro e um vulnerável pode custar caro. Por isso, só utilize sites totalmente seguros que implementaram tecnologias para proteção dos seus dados e de todos que navegam por eles.

Entenda a criptografia

Atualmente, o tipo de segurança que os websites aplicam para proteger as informações é baseado em criptografia, uma camada reforçada para garantir que somente a empresa e o usuário acessem os dados inseridos.

Os protocolos SSL (Secure Sockets Layer) e TLS (Transport Layer Security) funcionam como um cofre de aço digital. Imagine que você envia uma carta dentro de um envelope de aço do ponto A ao ponto B. Se alguém interceptar no caminho, a pessoa não conseguirá ler o conteúdo sem a chave específica.

Na prática digital, apenas o emissor (você) e o receptor (site da empresa) possuem as chaves para abrir esse cofre. Todos os dados, como senhas, números de cartão e documentos, são embaralhados em códigos matemáticos complexos durante a transmissão.

O resultado visual dessa proteção é o ícone de cadeado na barra de endereço do navegador, acompanhado da sigla “https” no início da URL. Esses símbolos certificam que a conexão está blindada contra interceptações.

O que diz a lei?

A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) no Brasil e a GDPR (General Data Protection Regulation) na Europa criaram padrões respeitados, estabelecendo que a segurança da informação deixou de ser opcional. Empresas são legalmente obrigadas a implementar medidas técnicas adequadas para proteger dados pessoais dos clientes, sem exceções.

Vazamentos geram multas milionárias e danos irreversíveis à reputação da empresa, com penalidades que podem chegar a 2% do faturamento anual da empresa infratora, limitadas a R$ 50 milhões por violação. A legislação também garante ao usuário soberania sobre suas informações: você tem direito de saber como seus dados são coletados, armazenados e utilizados.

Segurança no dia a dia

Ícone de verificação exibido na tela de um smartphone, representando segurança e proteção de dados digitais.
Foto de Franck na Unsplash

A criptografia SSL/TLS está presente em todo tipo de setor que lida com informações sensíveis diariamente. Instituições financeiras (bancos e corretoras) utilizam essa tecnologia para blindar transações bancárias e consultas de saldo, garantindo que hackers não interceptem dados durante transferências.

Aplicativos de mensagem como WhatsApp e Telegram implementam criptografia de ponta a ponta, assegurando que apenas remetente e destinatário acessem o conteúdo das conversas. Nem mesmo as empresas desenvolvedoras conseguem descriptografar essas mensagens.

O setor de entretenimento online também adota esses protocolos de segurança, especialmente plataformas licenciadas e cassinos brasileiros. Esses sites geralmente utilizam o mesmo nível de criptografia bancária para proteger informações de cadastro e transações financeiras dos usuários, mantendo esses dados inacessíveis a terceiros.

Independentemente do setor (financeiro, comunicação ou entretenimento) a tecnologia de criptografia funciona como barreira fundamental contra fraudes e violações de privacidade.

Como verificar a segurança?

Antes de inserir dados sensíveis, observe três indicadores. Primeiro, o ícone de cadeado fechado na barra de endereços. Segundo, o protocolo HTTPS no início da URL. Terceiro, clique no cadeado para verificar o certificado válido.

Sites fraudulentos não conseguem obter certificados SSL legítimos de autoridades certificadoras reconhecidas. Por isso, navegadores exibem avisos quando você acessa páginas sem proteção adequada.

A segurança é uma via de mão dupla: tecnologia da empresa combinada com atenção do usuário. Verificar certificados antes de inserir informações pessoais protege contra tentativas de interceptação de dados.