Profissional de saúde aplica vacina no braço de uma pessoa durante atendimento em unidade de saúde.
Prefeitura de Jundiaí prorroga vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos até junho de 2026 (Foto: Prefeitura de Jundiaí)

A Prefeitura de Jundiaí, por meio da Secretaria de Promoção da Saúde, prorrogou até junho de 2026 a campanha de vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano) destinada a jovens de 15 a 19 anos. A iniciativa integra a estratégia de resgate vacinal do Ministério da Saúde, que tem como objetivo ampliar a cobertura e garantir a proteção de quem não recebeu a vacina na faixa etária recomendada.

Em 2025, 359 pessoas desse público foram vacinadas em Jundiaí. Apesar de o número estar abaixo da meta — cenário observado em outras regiões do país — o município intensificou as ações por meio de um trabalho integrado entre a Vigilância Epidemiológica e a Atenção Básica.

Estratégias para ampliar a cobertura vacinal

Entre as ações adotadas, destacam-se as vacinações extramuros. No último ano, equipes de saúde percorreram escolas estaduais do município para aplicar doses em estudantes que ainda não haviam se vacinado.

“Graças ao empenho e comprometimento das equipes envolvidas, conseguimos alcançar resultados expressivos, fortalecendo as ações preventivas em nossa comunidade escolar”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carolina de Azevedo.

Quem pode se vacinar contra o HPV

Além dos jovens de 15 a 19 anos, a vacina contra o HPV segue disponível para meninas e meninos de 9 a 14 anos, conforme o calendário do Programa Nacional de Imunização.

  • Onde: todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Clínicas da Família
  • Quando: nos horários de funcionamento das salas de vacinação
  • Documentos: documento com CPF e foto e, se possível, caderneta de vacinação

HPV e a importância da prevenção

O HPV reúne mais de 200 tipos de vírus, muito comuns na população. Alguns deles são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero e também estão relacionados a outros tipos de câncer, como ânus, pênis, orofaringe (garganta), vagina e vulva.

Para a coordenadora, trata-se de um problema de saúde pública que envolve fatores como a alta frequência de infecção, manifestações muitas vezes silenciosas e a desinformação sobre a vacina.

“Por isso, a situação exige de nós uma resposta planejada e contínua. A vacina é a principal forma de prevenção contra o vírus HPV sendo segura, eficaz e fundamental para a prevenção a longo prazo e redução do adoecimento da população”.