Mosquito da dengue com listras brancas no corpo e nas pernas, pousado sobre uma folha verde, em imagem de close-up.
Calor e chuvas elevam a presença de pernilongos e exigem atenção redobrada da população (Foto: Divulgação/Governo de SP)

O aumento de pernilongos registrado nas últimas semanas em Jundiaí não é apenas uma percepção dos moradores. O cenário típico do verão, marcado por altas temperaturas, chuvas frequentes e umidade elevada, cria condições ideais para a proliferação de mosquitos, incluindo espécies transmissoras de doenças como dengue, zika e chikungunya.

De acordo com especialistas, o calor acelera o metabolismo dos mosquitos, encurta o ciclo reprodutivo e aumenta a frequência das picadas. Além disso, as chuvas de verão favorecem o acúmulo de água parada em recipientes, calhas, vasos de plantas e terrenos, que se tornam criadouros perfeitos para o Aedes aegypti.

Calor favorece ataques e reprodução

Em dias mais quentes, os pernilongos ficam mais ativos e agressivos. Isso ocorre porque temperaturas elevadas estimulam a busca por alimento (no caso das fêmeas, o sangue humano, essencial para a maturação dos ovos). O suor, o calor corporal e até o gás carbônico liberado na respiração funcionam como “atrativos” naturais.

Outro fator importante é a umidade. Ambientes quentes e úmidos prolongam a vida do mosquito e aumentam suas chances de reprodução, ampliando a população em um curto espaço de tempo.

Dengue em alta exige atenção redobrada

Segundo o Boletim de Arboviroses do município, já são 7.729 casos confirmados de dengue, com três óbitos registrados. Do total, 7.377 infecções foram contraídas dentro da própria cidade, evidenciando a transmissão local.

Os bairros Residencial Jundiaí, Almerinda Chaves e Novo Horizonte concentram o maior número de casos, somando 1.719 confirmações. Dados da Vigilância em Saúde Ambiental indicam que, entre fevereiro e março, historicamente há um aumento significativo das ocorrências, período que exige atenção máxima da população.

Prevenção começa dentro de casa

Especialistas reforçam que a principal forma de combate ao mosquito é eliminar qualquer foco de água parada. Pequenas atitudes fazem grande diferença, como manter caixas d’água bem vedadas, limpar calhas, descartar corretamente recipientes que acumulam água e usar areia nos pratos de plantas.

O uso de telas em portas e janelas, repelentes corporais e inseticidas ambientais também ajuda a reduzir o contato com os pernilongos, especialmente em horários de maior atividade, como início da manhã e fim da tarde.

Atenção aos sintomas

Febre alta, dor atrás dos olhos, dores no corpo, manchas na pele e cansaço intenso são alguns dos sintomas clássicos da dengue. Ao apresentar qualquer sinal, a orientação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação.

Com o verão em pleno vigor, o combate ao pernilongo depende de um esforço coletivo. A vigilância constante dentro e fora de casa é essencial para reduzir riscos e proteger a saúde da população de Jundiaí.