A direita antipatriota continua vendendo o Brasil para a China comunista
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Opinião

A direita antipatriota continua vendendo o Brasil para a China comunista

Artigo por Everton Araújo, brasileiro, economista e professor universitário

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Dois homens iniciando um aperto de mãos com uma bandeira da China e uma bandeira do Brasil em cima de uma mesa
Foto: Canva Pro

Uma suposta ameaça comunista no Brasil é frequentemente levantada pela direita para, com frequência, justificar ações autoritárias e ameaças à democracia. Essas ideias vagas ainda têm força, mesmo sem histórico de um “projeto comunista” que tenha chegado a ameaçar o Estado brasileiro. Diante da dificuldade de construir planos consistentes para avançar o Brasil, usam a pecha do anticomunismo como um ponto de unificação das direitas na sua diversidade. 

O discurso anticomunista, na realidade, carrega uma ameaça à própria democracia e a liberdade. A criminalização do comunismo e a instituição de um tribunal militar para julgar e punir todas as pessoas que se opõem as ideias conservadoras, que alicerçam o pensamento da extrema direita é o que mantem unidos os manifestantes antidemocráticos que aplaudem os discursos do Ex-Presidente Jair Bolsonaro, recheados de utopias e promessas fantasiosas. 

No discurso de posse, em 2019, Bolsonaro afirmou que “nossa bandeira jamais será vermelha” e que, se necessário, haveria derramamento de sangue para impedir que isso ocorra. E com essas lorotas continua confundindo os desatentos, enquanto facilitava a exportação de boa parte da produção agrícola para alimentar os comunistas chineses, sem jamis se preocupar com estoques reguladores para equilibrar os preços agrícolas no mercado interno. 

Faz uma critica forte a organização estatal brasileira, rezando a cartilha liberal de um estado mínimo para o pobre e gigante para os seus interesses. Nessa nuvem de fumaça entregou para as empresas estatais Chinesas, praticamente todo setor elétrico, geração, transmissão e distribuição e não satisfeito, induziu seus aliados como João Dória e Tarcísio de Freitas em São Paulo para vender a CPFL Energia, as usinas de Jupiá e Ilha Solteira para as empresas State Grid e China Three Gorges (CTG), estatais controladas pelo governo comunista de Xi Jinping,

Em 2017 a China Merchants Group, outra companhia controlada pelo governo chinês pagou R$ 2,8 bilhões pelo Terminal de Contêineres do Porto de Paranaguá, o segundo maior do Brasil e em 2020, fundos estatais da China comunista assumiram parte do negócio. Ainda na área portuária, um setor que tem crescido em interesse por parte do governo chinês, a estatal China Communications Construction Company (CCCC), está investindo R$ 2 bilhões para construir um porto no Maranhão e em Santa Catarina, a mesma estatal esta aplicando R$ 1 bilhão em um projeto portuário. 

A pressa do governo liberal do Bolsonaro para entregar o país para os comunistas foi tamanha, que entregou para a China Three Gorges – dona usina de Três Gargantas, a maior do planeta – o controle de 14 hidrelétricas, além de participação de outras três. A CTG também possui 11 parques eólicos no país. Os comunistas através da PetroChina e da CNOOC, colocaram as mãos também no setor de petróleo, controlam a maior distribuidora de combustíveis do País e uma boa fatia das minas do pré-sal, ambos negociados no governo Bolsonaro. Justamente na época em que discursou em Davos, dizendo que no Brasil, comunistas não tem vez arrancando risos debochado do Presidente da China.

As linhas novas do metrô da capital paulista são estatais da China, os trens que o governador Tarcísio está prometendo para ligar, várias cidadesno interior de São Paulo, são projetos das estatais controladas pelo Partido Comunista Chinês. Foi engraçado o evento montado para anunciar a assinatura do contrato dos trens, em um palanque lotado de liberais travestidos de patriotas, discursando e atacando as organizações estatais brasileiras e para camuflar a origem do capital e das empresas que vão administrar as ferrovias. Escondem nos discursos fantasiosos as condições estabelecidas pelos comunistas chineses, ou seja, nenhuma locomotiva será produzida no Brasil, lamento que até os trilhos sejam produzidos nas metalúrgicas de Pequim. 

A bandeira da China é vermelha e pelas atitudes privatistas dos liberais de direita, em breve estará hasteada em muitos pontos do território nacional. O modelo de organização social da produção comunista está dando certo na China. No Brasil amedrontam as massas com o fantasma do “comunismo”, para manter um capitalismo deformado, que deu certo apenas para quem está no topo da pirâmide social. Enquanto o comunismo na China faz do país um poderoso polo de desenvolvimento social e econômico que avança mundo afora. No Brasil o capitalismo predatório mantém a Nação atrasada e a cada década o que avança de fato é a pobreza. Será que é possível implantar no Brasil um modelo comunista na organização da produção? O Brasil seria uma democracia comunista avançada!

“A mentira é o único privilégio do homem sobre todos os outros animais”. Fiódor Dostoiévski, escritor russo.

Os artigos publicados pelos colunistas são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam necessariamente as ideias ou opiniões do Tribuna de Jundiaí. Artigo por Everton Araújo, brasileiro, economista e professor universitário.

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Imposto do Pecado para automóveis híbridos e flex é uma heresia tributária

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Rafael Cervone
Foto: CIESP/Divulgação

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Foto: Canva

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Rafael Cervone, presidente do CIESP
Foto: Divulgação/CIESP

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Artigo por Elton Monteiro, empreendedor, mentor, investidor e especialista em IA.

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Elton Monteiro é empreendedor, mentor, investidor e especialista em IA
Foto: Arquivo Pessoal

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Foto: Canva

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