Elon Musk ataca a democracia no Brasil, tentando barrar a BYD e amenizar sua agonia
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Opinião

Elon Musk ataca a democracia no Brasil, tentando barrar a BYD e amenizar sua agonia

Artigo por Everton Araújo, brasileiro, economista e professor universitário.

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Elon Musk
Foto: Reprodução/Youtube

O ambicioso, controverso, arrogante e polêmico bilionário sul africano Elon Musk, em uma entrevista à Bloomberg em 2011, caiu na gargalhada quando o repórter sugeriu a BYD como possível rival da gigante Tesla no setor de veículos elétricos. Musk respondeu com empáfia, perguntando se alguém já tinha visto um carro da marca chinesa, subestimando qualquer possibilidade de algum terráqueo superar as suas empresas.

Elon Musk mudou de ideia sobre a BYD, muito tarde, justamente quando percebeu que seus carros estavam perdendo mercado na sua melhor praça, a China. E o seu martírio não parou por ai, a BYD já havia penetrado nos Estados Unidos, um paraíso da liberdade econômica e o segundo maior mercado consumidor de carros.

O cara caiu na realidade de que a tal “liberdade” alardeada em suas falas, somente existe quando não encontra pedras no seu caminho. E foi obrigado pelas forças do mercado a reconhecer que muitas coisas mudaram nesse ecossistema, que os carros da BYD são agora muito impressionantes e para piorar a sua situação percebeu que apesar da fortuna pessoal, o seu poder não é tão grande como imagina, pois na China beija os pés do ditador comunista, negando até a sua postura liberal e no EUA a democracia está ancorada em instituições estatais sólidas, sem possibilidades de interferências pessoais. 

A ganância do bilionário está declarada no seu comportamento, pois se camufla na cruzada da liberdade de expressão para agradar os extremistas estadunidenses, ao mesmo tempo em que bajula os mandatários do Partido Comunista da China, pois é sabido que são avessos a tal liberdade. É fácil entender os motivos da adulação, pois mais da metade do faturamento da sua montadora é na China. E a sanha autocrática não para por ai, pois é notória a extrema confiança que tem no ditador “liberal” da Arábia Saudita.

São sócios em diversos negócios, por conveniência alinham interesses e sempre será feita a sua vontade na terra e nos ares. É necessário lembrar que em ambos os países o streaming X é proibido e ninguém foi acusado de ser ditador. Então a liberdade que Musk defende é apenas uma expressão absolutista.

As arbitrariedades do cidadão em busca de vantagens, também se manifestam nas democracias, na Europa está sofrendo acusações por subversão as Leis, por não impedir o uso do streaming X para disseminar mentiras com intuito de desqualificar as instituições europeias. Inquieto por acreditar que a terra é sua propriedade exclusiva, está pressionando o Presidente dos Estados Unidos, para impor barreiras às empresas chinesas, com a narrativa de que a ascensão das montadoras BYD, Nio e Xpeng, a China será uma ameaça para a indústria de automotiva do país.

Na paranoia da sua cruzada libertária, o bilionário com parte da riqueza abstrata, deve ter caído na realidade e está correndo atrás para impedir o sucesso dos chineses, mas sem o mérito do competidor. Já perdeu o passo também no seu quintal a América Latina, região que subestimou como mercado consumidor e como um imperialista transloucado financiou uma tentativa de golpe de estado na Bolívia, com o objetivo de explorar a miséria do povo e surrupiar os fartos minerais estratégicos para seus projetos.

Acreditando na permanência da extrema direita no Brasil, onde os lideres se encantam com seus dogmas, deixou o sexto consumidor de automóveis do planeta como reserva de mercado. E com a garantia de que todas as reservas minerais estariam a sua disposição e teria uma grande vantagem competitiva. Os seus estrategistas não fizeram uma boa leitura do cenário brasileiro e justamente no ano em que a Tesla perdeu o posto de maior fabricante de carros elétricos do planeta, a BYD recebeu incentivos para montar fábricas no Brasil.

A fabricante asiática já está estruturando toda a cadeia de suprimentos com a aquisição de uma mineradora de lítio, firmou uma parceria com um grande varejista de combustíveis para a instalação de carregadores elétricos e no varejo uma vasta rede de revendedores já estão ofertando os produtos, além de um grande apelo publicitário em todos os veículos de comunicação.

O Impostor tem a certeza que o poder financeiro é capaz de demolir as bases de um Estado democrático com instituições frágeis, e se for conduzido por meros despachantes é facilmente devorado pelo choque de interesses do capital. Ele montou um circo bizarro e usando o Streaming de sua propriedade, passou a acusar os Ministros da Suprema Corte do Brasil de agir como ditadores, por exigir o cumprimento da legalidade e para o bem da democracia brasileira está esbarrando na imposição das Leis. Musk sabe que a única maneira de frear o domínio chinês na América Pobre é transformando os agentes políticos em corretores de seus negócios e no caso do Brasil, não faltarão interessados nos Poderes da República.

É um horror observar a gritaria dentro do Parlamento brasileiro em defesa dos interesses de um bilionário estrangeiro com postura imperialista, enquanto os interesses da sociedade ficam em ultimo plano. Basta analisar a postura vergonhosa de alguns parlamentares que ficam ancorados em pautas intangíveis atrapalhando o que é concreto para o desenvolvimento do país.

“A bajulação é a moeda falsa que só circula por causa da vaidade humana”. François La Rochefoucauld – (1613-1680) escritor e pensador francês.

Os artigos publicados pelos colunistas são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam necessariamente as ideias ou opiniões do Tribuna de Jundiaí. Everton Araújo é brasileiro, economista e professor.

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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Foto: Canva Pro

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O Dia da Indústria reflete a importância do setor industrial para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

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Foto: Divulgação/CIESP Jundiaí

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Foto: Canva

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