Gestão e economia fortes colocam Jundiaí no cenário internacional
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Entrevistão

Gestão e economia fortes colocam Jundiaí no cenário internacional

Com o PPA que será executado de 2022 a 2025, a cidade dará um novo salto – inclusive em metas definidas pela ONU

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Parimoschi
Parimoschi ressalta a pujança do município e os desafios que o governo terá de enfrentar nos próximos anos (Fotos: PMJ)

Que no cenário brasileiro Jundiaí tem destaque, isso não é novidade para ninguém. Com números comparados a grandes capitais, o município tem como destaque principal nos últimos anos uma palavra que foi repetida exaustivamente pelo gestor de Governo e Finanças, José Antonio Parimoschi, durante o Entrevistão do Tribuna de Jundiaí desta semana: planejamento.

Dono de uma carreira construída no serviço público há quase três décadas, Parimoschi foi responsável pela elaboração do plano de governo que deu a vitória ao atual prefeito em 2016 e por tirar os projetos do papel ao longo do primeiro mandato, que garantiram a reeleição de Luiz Fernando Machado (PSDB) com vitória no primeiro turno – fez quase 70% dos votos válidos.

“Nós fizemos uma reforma administrativa inovadora com as sete plataformas de serviços, reduzimos o número de secretarias de 21 para 16 e cortamos 30% dos cargos comissionados. Com planejamento e estratégias claras de desenvolvimento, conseguimos nos transformar em referência para diversas cidades, principalmente no trabalho que foi realizado no combate à pandemia, além da eficiência no uso dos recursos públicos. Cada real que você coloca do orçamento deve ser valorizado, monitorado e entregue para a população”, destacou o gestor.

Agora, com a elaboração do PPA (Plano Plurianual) que será executado de 2022 a 2025, a cidade dará um outro salto em relação aos investimentos e metas a serem cumpridas – inclusive ligadas aos ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) definidos pela ONU (Organização das Nações Unidas). Confira!

Tribuna de Jundiaí – O mundo enfrentou a pior crise sanitária dos últimos 100 anos e a economia foi obviamente muito afetada. Como foi possível, diante de tudo isso, Jundiaí se destacar e apresentar números e índices de crescimento econômico – como a chegada de novas empresas, geração de mais empregos e renda?

José Antonio Parimoschi – A crise sanitária pegou o mundo todo desprevenido. E quem é que está se saindo melhor diante dessa situação sem precedentes na história moderna? Aqueles que tinham planejamento! Jundiaí é um município que tem um sistema de planejamento de curto, médio e longo prazos bem estruturado, que fez uma enorme diferença neste momento de crise e na busca de resultados. Quando a pandemia surgiu, a primeira coisa que o prefeito Luiz Fernando Machado determinou foi a criação do comitê de crise para fazer o enfrentamento e cuidar da saúde em primeiro lugar, porque a vida das pessoas é o que importa.

Em paralelo, nós constituímos uma força-tarefa para cuidar da economia, que teria impacto por conta do isolamento e do fechamento dos estabelecimentos, para evitar o contato das pessoas e a proliferação rápida do vírus. Não havia outra medida farmacológica naquele momento e sabíamos que isso iria provocar um dano no comércio, por isso esse grupo atuou para construir medidas que reduzissem este impacto. Em abril de 2020, por exemplo, nós lançamos o Jundiaí Empreendedora como um programa de mitigação para não fechar postos de trabalho e empresas.

Foi tão importante que nós o transformamos em um programa estruturante do PPA (Plano Plurianual 2022/2025) porque estimula o ambiente econômico, atração de empresas e geração de empregos. Vou te dar um dado que mostra bem isso: de julho de 2020 para julho de 2021, nós tivemos um crescimento de 18,6% no número de novas empresas cadastradas em Jundiaí. Isso mostra que com a dinâmica que a cidade já tinha, pois somos a sétima economia do Estado e a 17ª do Brasil, nós não perdemos fôlego mesmo com a pandemia. E as medidas que nós tomamos vieram nesta direção.

O terceiro eixo de medidas que o governo tomou foi cuidar da segurança alimentar, da rede de proteção social para cuidar das famílias vulneráveis que foram muito afetadas por conta da pandemia. Ou seja, olhamos para o planejamento que foi feito e seguimos com medidas resolutivas! Essa é a diferença para quem não tem planejamento, que infelizmente está ainda olhando e tentando até agora descobrir de onde veio o Tsunami.

“Essencialmente, a crise sanitária pegou o mundo todo desprevenido. E quem é que está se saindo melhor diante dessa situação sem precedentes na história moderna? Aqueles que tinham planejamento! Jundiaí é um município que tem um bom planejamento, de médio e longo prazo, que faz a diferença neste momento no ponto de vista de resultados. Quando a pandemia surgiu, a primeira coisa que o prefeito Luiz Fernando Machado determinou foi a criação do comitê de crise para fazer o enfrentamento e cuidar da saúde em primeiro lugar, porque a vida das pessoas é o que importa”

Tribuna de Jundiaí – O governo municipal tem batido muito na tecla de fazer com que a população tenha retorno daquilo que ela paga com impostos. Prova disso é o ranking anunciado de segunda melhor cidade do Brasil neste quesito. Um símbolo, também, é a entrega do Mundo das Crianças, que poucas cidades no planeta têm. O que mais o jundiaiense pode esperar neste sentido?

Parimoschi – Começamos pela questão da transparência, que é uma das pedras fundamentais na gestão do prefeito Luiz Fernando Machado. Nós sempre pautamos isso como principal modelo para que a sociedade possa olhar para cá e entender que todos os impostos que ela paga, e não são poucos devido à carga tributária muito alta no país, obviamente tenha o retorno. E é aí que a relação no Brasil é injusta!

Em Jundiaí, nós não recolhemos nem pagamos mais imposto que a média do Brasil porque a alíquota é uniforme, definida para todos. Mas, então, o que tem de diferente, aqui? A transparência como pilar fundamental faz com que a gente mostre para as pessoas o que estamos fazendo, em todos os sentidos: desde o momento em que estamos planejando até a entrega da ação.

Como é que essa consultoria, que minera todos os dados do setor de crédito, faz este ranking? Eles pegaram todos os tributos que são pagos (pelos cidadãos) e usaram o ranking da Macroplan, publicado na Exame, que avalia os principais serviços públicos entregues à população. Aqueles que são fundamentais para a vida das pessoas: saúde, segurança, educação, transporte, saneamento e qualidade de vida. Neste quesito, Jundiaí é a primeira cidade do Brasil, porque todos os impostos que entram são revertidos essencialmente para estas grandes áreas e transformam a vida das pessoas. Numa comunidade onde não existe saneamento, por exemplo, aumenta o número de problemas que o município tem de resolver, inclusive com reflexo na saúde.

Jundiaí tem um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 43 bilhões. Nós representamos 0,6% da economia nacional e 2% de toda a economia do Estado de São Paulo, que é a locomotiva do Brasil. Não é pouco, pelo contrário, mas de tudo isso que é produzido aqui e gera uma relação de tributação, a gente fica basicamente com 5%. Estou falando de R$ 2,6 bilhões, que é o tamanho do nosso orçamento de 2021.

Só em saúde e educação, que são estruturantes e interferem diretamente na qualidade de vida das pessoas, usamos 50% deste total. Quando você soma as outras áreas, como saneamento, zeladoria e conservação da cidade, segurança pública, transporte… enfim, todas as áreas que são avaliadas, isso chega aproximadamente a 80%. Isso mostra que os recursos públicos, aqui, têm prioridade!

Em relação ao equipamento que você citou e que poucas cidades no mundo têm, isso é verdade. Se você olhar o Mundo das Crianças, por si só pode defini-lo como um parque urbano direcionado às crianças. Talvez do ponto de vista urbanístico, este seja o melhor conceito que o define, mas se trata de uma política pública de Primeira Infância. Antes da pandemia, no final de 2019, o prefeito Luiz Fernando esteve na Holanda para apresentar essa política aplicada em Jundiaí diante de vários líderes mundiais.

Nós temos uma parceria com a Fundação Alana, que cuida dessa relação entre a criança e a natureza, e como nós temos uma relação muito forte com a Fundação Bernard van Leer, que nos convidou para estar na Holanda, viram aqui uma qualidade muito positiva perto daquilo que está sendo desenvolvido no mundo todo.

Um equipamento deste porte, que foi destaque na mídia nacional pela possibilidade do desemparedamento no ensino, em que as crianças conseguem ter contato com a natureza, entender a importância da preservação da água, além de outras ações que são desenvolvidas, torna Jundiaí uma referência internacional porque são muito poucos no mundo todo.

Temos 36 UBSs espalhadas pelo município e estamos fazendo um piloto no Jardim São Camilo com o prontuário integrado com o Primeira Infância, para desenvolver mais ainda as políticas públicas das áreas essenciais. Nossas equipes de saúde vão fazer a busca ativa daquela mulher que está grávida para cuidar dela desde a concepção da criança, para que ela nasça já dentro dos padrões recomendados. Depois começa o processo de cuidar dela: vai para a creche, para a escola… ou seja, nós estamos cuidando de todas as etapas de desenvolvimento da criança.

Este é o diferencial da estruturação de uma política pública, ou seja, o planejamento volta a ser o destaque para que possamos entregar à população serviços altamente eficientes e com cada vez mais resolutividade. Aqui, nós gastamos direito aquele recurso do imposto que o cidadão paga.

Planejamento realizado a partir de Governo e Finanças é um dos destaque do governo municipal

Tribuna – O PPA dos próximos quatro anos conta com os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas), que já projeta o município para as próximas décadas. Isso é um grande passo para as futuras gerações, para a Cidade das Crianças. Fale sobre isso.

Parimoschi – Quando começamos a desenvolver este planejamento para os próximos quatro anos, tivemos como base cinco dimensões transformadoras, aquelas que mudam a vida das pessoas: melhoria da economia, para gerar mais emprego e renda, atraindo mais negócios para que o ciclo virtuoso da economia prevaleça em Jundiaí, a cidade que faz a boa gestão dos recursos públicos que já falamos e por aí vai…

Nós temos 21 programas, que são macro: cada um tem um objetivo estratégico para desenvolver a cidade. A saúde, por exemplo, tem o Pacto da Saúde, que ali conta com todas as ações desde a atenção básica, secundária (área ambulatorial pré-hospitalar) e terciária (hospitalar), que é a mais cara do processo e que também atende outros municípios, pois somos referência regional. São 357 ações dentro destes 21 programas para os próximos quatro anos e cada uma delas, excluindo as que são de natureza mais administrativa, têm metas que são aferidas todos os anos.

Quando a gente faz o orçamento, pegamos essas ações que definimos neste planejamento de quatro anos, priorizamos e colocamos valores. Ou seja, quanto será usado dos recursos neste período para atingir aquela meta que está estabelecida ali. É assim que funciona o PPA, este é o planejamento que nós desenhamos e mandamos à Câmara, para que seja discutido e votado até o final do ano. Um dos programas é o da Cidade da Criança, que mostra o nível de comprometimento do prefeito Luiz Fernando com os resultados para aqueles que são o futuro da nossa sociedade.

Dentro deste conceito, fizemos as vinculações destes programas com os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. Porque em 2030 a organização vai parar estrategicamente e medir os resultados deste trabalho que fizeram. Embora eles tenham sido pensados para os países que compõem a ONU, temos um cenário em que precisamos pensar globalmente e agir localmente.

Quando um município faz um planejamento que tem vínculo com essas metas globais, está mostrando alinhamento com a sustentabilidade ambiental, com os processos de gestão, transparência, necessidade de levar água de boa qualidade para a população, levar saúde para manter as pessoas saudáveis, promover a educação como fator de desenvolvimento, incrementar o ciclo virtuoso da economia para gerar negócios, emprego e renda… ou seja, estamos localmente alinhados com o desenvolvimento sustentável. Por isso digo sempre que planejar é absolutamente essencial; planejar bem é fundamental!

Temos entregas que serão feitas em médio prazo e construímos essa ponte com o longo prazo, para que a nossa cidade não perca a dimensão do desenvolvimento. O próximo PPA será feito pelo próximo prefeito, no primeiro ano da próxima gestão. Ele vai executar o que estamos fazendo agora, dando sequência a este planejamento. Se este nosso PPA for positivo e estiver trazendo resultados para a nossa cidade, quem vai defendê-lo é o cidadão, não será uma questão de governo. Nós estamos pensando em políticas de Estado, não em políticas de governo que duram quatro anos e depois mudam. Imagine a cada período deste mudar de modelo para gerir o sistema de saúde, por exemplo… não consegue se sustentar, não vinga!

Apesar de todas as vidas perdidas na pandemia, infelizmente, Jundiaí conseguiu dar respostas muito positivas e evitamos muitas outras mortes, porque o nosso sistema estava altamente qualificado para enfrentar este desafio.

“Quando um município faz um planejamento que tem vínculo com essas metas globais, está mostrando alinhamento com a sustentabilidade ambiental, com os processos de gestão, transparência, necessidade de levar água de boa qualidade para a população, levar saúde para manter as pessoas saudáveis, promover a educação como fator de desenvolvimento, incrementar o ciclo virtuoso da economia para gerar negócios, emprego e renda… ou seja, estamos localmente alinhados com o desenvolvimento sustentável. Por isso digo sempre que planejar é absolutamente essencial; planejar bem é fundamental!”

Tribuna – Dentro do conceito de cidade inteligente, a área de Governo e Finanças é uma das mais digitais na Prefeitura. Como foi possível oferecer tantos serviços de maneira remota e como isso ajudou o município, principalmente neste período?

Parimoschi – Quando chegamos aqui, havia um aplicativo com umas 40 funcionalidades, entre informações e serviços. Hoje, ele tem 140. Não interrompemos o ciclo que já vinha sendo feito justamente para avançar mais rápido naquilo que almejávamos.

Veja como isso foi importante neste processo da pandemia, em que as pessoas passaram a usar o telefone celular para resolver várias situações. Inclusive aquelas de maior vulnerabilidade, que tiveram de abrir uma conta digital para poder receber o pagamento do auxílio emergencial, por exemplo. Era o meio mais rápido para que ele pudesse ter acesso a este benefício.

A pandemia acabou se tornando, também, uma aceleradora de futuro e Jundiaí estava à frente, pois sempre investiu no governo digital, nos serviços e-Gov, como é chamado. E veja quanto isso cria valor agregado numa crise, pois ninguém teve prejuízo para acessar o serviço mesmo à distância. O governo eficiente em muito está ligado ao governo digital, inclusive para economizar recursos.

Por exemplo, temos como meta na administração municipal o “papel zero”. Além do prejuízo ambiental, já que são necessárias muitas árvores para esta produção, os processos físicos têm de ser guardados e armazená-los também custa. Quando você define uma política como esta que estamos implantando, está contribuindo não só com o meio ambiente mas também diminuindo custos que podem ser empregados em áreas como a saúde e educação. Por isso que o processo de eficiência é permanente e se mistura com o governo digital.

Temos um projeto para Jundiaí de ‘Cidade Inteligente’, que além de ser sustentável precisa facilitar a vida das pessoas. Ela oferece muito mais vantagens para o cidadão que tem menos recursos, como por exemplo os 90 pontos de wi-fi público que temos espalhados pelo município, inclusive em dois bairros: Jardim Fepasa e Jardim São Camilo, num serviço prestado pela Cijun (Companhia de Informática de Jundiaí).

Também temos o projeto de PPP (Parceria Público-Privada) da iluminação pública, em que vamos trocar 47 mil pontos de iluminação da cidade por lâmpadas de LED. Elas vão gerar quase 50% de economia em relação às antigas, de vapor de sódio e de vapor de mercúrio, e vão iluminar muito mais. Isso vai favorecer não só o plano urbanístico de Jundiaí como também ajudar na segurança pública, pois está comprovado que onde há iluminação que funciona os índices de criminalidade são reduzidos. Veja quantos benefícios são possíveis com este conceito!

Quem quer um bom exemplo de como a cidade vai ficar é só ver a pista do Bolão, que já está com essa iluminação de LED. Teremos uma cidade ainda mais bonita e segura.

Por outro lado, estes 47 mil pontos terão postes inteligentes, pois poderemos acoplar outros serviços públicos neles: vagas de Zona Azul, câmeras de segurança, wi-fi. Até por isso, temos cerca de R$ 100 milhões em investimentos nos próximos quatro anos para transformar Jundiaí cada vez mais numa cidade sustentável e inteligente.

Durante a entrega do PPA à Câmara Municipal: ouvir as pessoas e as necessidades

Tribuna – Nesta linha, o que mais a população pode esperar da Jundiaí Conectada?

Parimoschi – Nós temos quase 500 quilômetros de infovias instaladas na cidade e isso é um fator competitivo muito importante. Trafegar dados de voz e imagem, hoje, tem um custo e esse investimento que a Prefeitura teve pode ser transformado em oferta para o mercado privado. Para as empresas que estão aqui poderem usar essa estrutura e, dentro deste ecossistema de inovação que estamos implantando, sermos responsáveis por atrair mais startups, novos negócios, fomentar a economia da cidade.

Muitas empresas que procuram um lugar para se instalar buscam alguns fatores e um deles é a tecnologia, com mão de obra qualificada e inovação. Nós já temos 160 multinacionais e, com este projeto, temos certeza que vamos continuar atraindo novos negócios da área de tecnologia, que tem bons empregos e remuneração, influenciando na qualidade econômica da cidade e da prestação de serviços.

Na área da Saúde, nós contratamos um serviço de telemedicina em que o clínico geral da UBS vai poder entrar em contato com um médico especialista durante a consulta com o paciente. Isso evita com que a pessoa fique à espera do especialista e demore, também, para entrar numa lista de exames. Com isso, você acelera o atendimento à população dentro deste conceito de cidade inteligente e para um público que é voltado diretamente àqueles que necessitam do SUS, que não podem ter um plano de saúde. É um ganho de qualidade para o cidadão.

Na Educação, os alunos e professores da Emeb Joaquim Candelário de Freitas terão acesso com tecnologia de reconhecimento facial. A Cijun está desenvolvendo um modelo em que a criança, quando entrar, já vai ter a temperatura aferida e o registro do ingresso na escola – que poderá ser enviado, também, por SMS ou WhatsApp para informar os pais daquele aluno. Não haverá mais necessidade do professor fazer a chamada em sala de aula e esse tempo que ele vai ganhar será empregado na melhoria da qualidade do ensino.

Tudo isso está sendo pensado de maneira integrada, para dar mais este passo de forma muito segura. É um piloto que estamos fazendo e, funcionando da maneira como esperado, será replicado para as demais escolas. E reforço que este é mais um exemplo do que uma cidade inteligente pode fazer por aquelas pessoas que dependem do serviço público.

Aliás, o prefeito Luiz Fernando Machado sempre diz que temos como obrigação entregar um serviço de excelência às pessoas, comparado com o melhor padrão.

“Na Educação, os alunos e professores da Emeb Joaquim Candelário de Freitas terão acesso com tecnologia de reconhecimento facial. A Cijun está desenvolvendo um modelo em que a criança, quando entrar, já vai ter a temperatura aferida e o registro do ingresso na escola – que poderá ser enviado, também, por SMS ou WhatsApp para informar os pais daquele aluno. Não haverá mais necessidade do professor fazer a chamada em sala de aula e esse tempo que ele vai ganhar será empregado na melhoria da qualidade do ensino”

Tribuna – Sua pasta é uma das principais dentro da estrutura governamental. Você já passou por diferentes momentos da cidade neste cargo e também no Governo do Estado, alguns anos atrás: se sente realizado ou ainda falta algo a ser feito?

Parimoschi – Estou há 27 anos no serviço público, foi onde realmente me encontrei. Comecei a trabalhar na iniciativa privada com 13 anos, como office boy. Quando resolvi me especializar e ir para o setor público, eu me entreguei à profissão. Me considero um especialista em gestão pública porque não paro de estudar, estou sempre envolvido em grupos de trabalho. Tenho uma ponte muito estreita com a academia, onde são produzidos trabalhos a todo tempo.

Escrevi um capítulo do livro da Fundação Konrad Adenauer recentemente, falando sobre o modelo de gestão que implantamos aqui. Aprendi a fazer isso em cada parte do processo. Lá atrás eu passei por aqui, mas era só financeiro. Não olhava com este viés estratégico que hoje tenho de fazer, porque a área de governo traz essa necessidade. O nosso PPA não é só um plano, como todos os prefeitos têm de fazer. Ele é um plano estratégico, com uma dimensão de sustentabilidade muito forte e que tem como prioridade usar bem os recursos.

Me considero um privilegiado por estar aqui e oferecer toda essa prestação de serviços à população. Me considero privilegiado, também, por ter sido convidado pelo prefeito Luiz Fernando Machado para fazer o plano de governo em 2016. Foi ali que tudo começou, com a ideia de inovação e de transformar o governo numa célula mais viva, mais digital, mais rápida e com menos desperdício. Olhei muitas pesquisas para chegar neste desenho, além do conhecimento que acumulei.

É óbvio que tivemos ajustes, porque sempre é preciso quando se trabalha com o serviço público. Tem uma parte estrutural, que são os servidores de carreira, que deve sempre ser valorizada, porque não faríamos tudo isso se eles não estivessem conosco. E quando digo valorizar, não é só do ponto de vista financeiro. É óbvio que tem de ter a contrapartida econômico-financeira para isso funcionar bem, mas o que prevalece sempre é o respeito.

Me considero muito realizado, mas sou workaholic e tem que ser incansável, mesmo. Se você olhar o PPA 2018/2021, não tinha uma pandemia prevista nele… nos desgastamos, mas não deixamos de vir aqui um dia sequer. Perdemos o Roberto Araújo (gestor de Assistência e Desenvolvimento Social), que foi meu adjunto. Tenho uma filha pequena e penso sempre nisso. Nos protegemos, mas tivemos medo, sim, e fomos destemidos naquilo que nos propusemos a fazer.

Participar do governo de um prefeito que é considerado uma referência nacional e internacional nos traz muito orgulho. É impressionante o número de pessoas que vêm buscar nossos modelos de gestão, das políticas públicas que aplicamos. Isso é muito bom porque é o reconhecimento de um trabalho. Estamos internacionalizando a marca Jundiaí.

Mas nós ainda não estamos no top, onde queremos chegar. Nós vamos chegar lá, mas já temos um processo de governança moderno e que é exemplar para o Brasil, pois funciona e dá resultado na vida das pessoas quando ele é feito de maneira adequada. Estamos numa margem que consideramos como bom e queremos ir para o ótimo, que é o nível de excelência na prestação de serviço. Temos alguns degraus, ainda, para subir e ao longo dos próximos anos é o que queremos fazer.

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